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Dossiê da Inclusão

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DOSSIÊ DA INCLUSÃO

 

 

Somente agora consegui acessar e criar esta página. Por isso, não consegui fazer reflexões mais profundas sobre a inclusão em minha escola.    

Sou professora da rede municipal de NH, numa escola com pouco mais de 300 alunos, que vai até a 5ª série. Em minhas turmas não existe nenhuma criança de inclusão, mas muitas com dificuldades de aprendizagens que ainda não foram diagnosticadas (não sei se é esta a palavra correta).

Na escola, temos este ano uma menina com leve deficiência mental na pré-escola, um menino com síndrome de Down no 1º ano e um antigo aluno da escola que agora está na 5ª série. Este aluno, inclusive, participa de um projeto de equoterapia oferecido pelo município a estas crianças. Claro que não consegue atender a demanda, mas já é alguma coisa. Não sei extamente qual é sua dificuldade, mas vejo que não consegue relacionar-se pacificamente com os outros.

Existe uma estudante de magistério designada a auxiliar as professoras que têm alunos nestas condições. Mas em geral as próprias professoras conseguem lidar com as turmas muito bem. Dificilmente solicitam ajuda. Apenas nas aulas que envolvem o pátio, como educação física, por exemplo.

De agora em diante, conversarei mais com estas professoras a este respeito e procurarei observar mais estas crianças.

 

Unidade 2- Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político-Pedagógico em Educação Inclusiva

 

A escola em que trabalho Ã© composta por 332 alunos e 14 professoras, todas mulheres. A direção da escola é composta apenas pela diretora, pois este ano estamos sem coordenação pedagógica. Também não temos orientação ou supervisão escolar. A equipe de apoio é composta por um secretário escolar no turno da tarde, uma professora de apoio apenas no turno da manhã  e no período da manhã também por uma professora que tem uma estagiária lecionando em sua turma. Já no turno da tarde não contamos com apoio de professoras. Nessas condições, é importante frisar que não temos tido as horas-atividade a que temos direito, para planejamento.

A escola oferece biblioteca, artes e educação física aos alunos, como projeto. Conta com o laboratório de informática, porém quase sem uso devido a falta de professora responsável por ele. Também oferece projetos extra-classe de teatro e dança. Porém nenhum aluno com necessidades especiais está incluído.

A escola vai desde a pré-escola até a 5ª série, sendo esta por área. As outras séries são de currículo por atividades. Em média, cada série tem 25 alunos. No entanto, as turmas onde há alunos com necessidades especiais tem o número reduzido para 20, em média. Existem alunos nessas condições na pré-escola, no 1º ano e no 5º também. São três no total. A menina da pré-escola tem leve retardo mental, originado por problemas no parto. Esta professora conta com o auxílio de uma AFA, estudante de magistério, para acompanhar a menina. Mas isto não acontece o tempo todo, pois Ã s vezes ela também é solicitada para acompanhar o menino do 1º ano, com síndrome de down. E quando falta alguma professora, ela ainda é escalada pela direção para assumir sala de aula. O aluno do 5º ano não tem diagnóstico e as professoras não contam com nenhum auxílio especial. Durante o ano passado, este aluno, que tem 15 anos, participou de um projeto de equoterapia oferecido pela rede municipal de ensino, em turno contrário. O objetivo era melhorar sua sociabilidade, pois é muito agressivo com os colegas.

Temos também em todas as turmas muitos alunos com dificuldade de aprendizagem. Alguns, poucos, conseguimos encaminhar a uma sala de recursos que acontece em outra escola, em turno contrário ao da aula. Alunos com outras dificuldades, como de fala por exemplo, às vezes são atendidos pela Feevale, que oferece serviços de saúde a alunos da rede, porém em número reduzido.

Após ler os textos (leis) sugeridos para a atividade, fica ratificado o que realmente ainda não acontece. Ou seja: apesar de a LDBN/96 afirmar que os sistemas devem assegurar currículo, métodos, recursos e organização específicos, isso realmente ainda não acontece. Na minha escola, o que temos é apenas uma rampa para cadeirantes, apenas uma, e ainda recentemente. E isto acontece com a maioria das escolas da rede. Algumas poucas é que têm maior estrutura de inclusão, tornando-se um pólo da inclusão. Pessoalmente não acredito ser esta uma boa prática, pois rotula estas escolas como inclusivas. Isto faz com que pais de outros alunos não desejarem matricular seus filhos nestas, propiciando a segregação.

Após as leituras realizadas, fiz a constatação de que no projeto político-pedagógico da escola não existe nada a respeito da educação inclusiva. Certamente é uma questão a ser revista. Mas primeiro precisamos de uma corrdenação pedagógica e também de tempo para planejamento.

Posso dizer que efetivamente o que existe na escola, com relação à educação inclusiva, é o número um pouco reduzido de alunos na turma, e a rampa.

 

 

Unidade III -  Serviços de atendimento educacional

 

Parte A

 

Em minha escola, existem atualmente 4 alunos considerados como inclusão, oficialmente.É bom salientar que uma vez declarado o aluno como inclusão, a turma tem o número de alunos reduzido para em torno de 20 crianças, mais ou menos.

Temos uma menina na faixa etária 5, que começou este ano na escola. Seu diagnóstico não Ã© preciso. Demonstra dificuldades motoras e um certo retardo mental.Ela está sendo atendida pelo NAP, mas isso bem recentemente.

No 1º ano, temos um menino que tem grave problema de visão e também está frequentando a nossa escola pela 1ª vez. Também está sendo atendido pelo NAP, recentemente.

No 2º ano, temos outro menino, que já frequentava a escola durante o ano passado. Ele é portador de síndrome de down. Frequenta a sala de recursos em turno contrário. Esta sala de recursos acontece em outra escola, nas proximidades.

No 5º ano temos um adolescente de 15 anos, aluno antigo da escola. Não tem diagnóstico. Tem grande dificuldades de aprendizagem e costuma ser bastante agressivo. Participa de um projeto de equoterapia oferecido pelo município, que acontece uma vez por semana em sítio de bairro rural de nossa cidade.

Nosso município oferece como serviços de atendimento educacional para inclusão o NAP - Núcleo de Apoio Pedagógico- e sala de recursos que acontecem em algumas poucas escolas. No nosso caso, os alunos frequentam esta sala em uma escola das proximidades.

Eventualmente, contamos com o apoio da Feevale - nossa faculdade - que oferece algumas poucas e eventuais vagas para atendimento de fonoaudiologia e psicologia. Mas é claro que em ambos os casos, tanto por parte do município quanto da Feevale, as vagas oferecidas não atendem a demanda que necessitamos. É preciso fazer uma seleção dos casos mais graves.

São estes os recursos de que dispomos.

 

Parte B - estudo de caso

 

Seu nome é Duda. Frequenta nossa escola pela primeira vez, na faixa etária 5.

Tem 6 anos e sua classe econômica/social é baixa.

De acordo com entrevista realizada no início do ano escolar com sua mãe, sua gestação foi considerada normal, apesar da ocorrência de toxoplasmose durante a gravidez. Durante seu 1º ano de vida teve desenvolvimento considerado normal. Depois começou a regredir. Começou a falar em torno dos 11 meses de idade e depois parou de fazê-lo. Deixou as fraldas com 3 anos. Ao nascer teve falta de oxigenação e ficou 15 dias na UTI neonatal. Atualmente, a aluna se alimenta bem, come de tudo e sozinha e tem boa saúde. Apenas usa óculos.

Fez eletroencéfalograma com resultado normal. Apresenta dificuldades motoras e dificuldade na linguagem. Já fez fonoaudiologia e não faz mais, apesar da necessidade. Em seu atendimento no NAP, faz trabalho com psicomotricista.

Sua família é composta de 4 pessoas: pai, mãe e irmã mais nova. No seu dia a dia, é cuidada pela mãe. Em casa, costuma passar seu tempo olhando dvds, brincando com pecinhas de montar, "escrevendo" no quadrinho. Na escola, brinca com bichinhos, adora olhar livros de histórias, brinca com carrinhos. Geralmente brinca sozinha, pois tem dificuldades em repartir. Pega os brinquedos sem pedir, fica braba quando contrariada e nestes momentos grita, empurra e até belisca os colegas.

Seu tempo de concentração nas atividades é mínimo, mas gosta de realizá-las. Deseja fazer tudo sozinha. Às vezes não aceita ajuda e noutras a solicita.

No início do ano, a professora realizou entrevista com a mãe e também com a professora da escola anterior. A partir disso, foi feito o encaminhamento para que a aluna fosse atendida pelo NAP, com psicomotricista.

A professora dispensa a esta aluna um atendimento mais individualizado, mas não é feito um trabalho diferenciado. Ela participa de todas as atividades junto com os demais e faz os mesmos trabalhos. Para isso, a professora conta com o auxílio de uma estudante do 3º ano de magistério, diariamente.

 

Unidades 5 e 6

 

ConCCContinuando a descrição de Duda, ela não demonstra sinais de autismo e também não podemos afirmar se possui alguma deficiência mental.

 

Seu relacionamento com todas as pessoas da escola é bom, porém quando não é contrariada. No caso de ser contrariada, grita, empurra e fica braba. Nestes momentos, quando está na sala de aula, a professora tem sempre que intervir, porque ela não sabe dividir e nem pedir. Simplesmente pega o que quer. Mas com muita conversa ela acaba aceitando (ou não).

 

Seu relacionamento é melhor com a professora titular. Já com a auxiliar ou a professora de educação física ela "testa", ou seja, faz birra.

 

Ela está sendo acompanhada no NAP, como já expus anteriormente. Porém, dentro da escola não existe nenhum serviço de apoio, pois sequer temos coordenação pedagógica.

 

Sua família se mostra bem interessada, é bem presente na escola e na educação da filha. No entanto, sua professora pensa que há um excesso de zelo pelo bem-estar da filha, fazendo todas as suas vontades, principalmente o pai e a avó. Sua mãe sempre pergunta sobre eventuais desentendimentos com os colegas.

 

Sobre se esta inclusão facilita ou não a aprendizagem da turma toda:

 

O ponto positivo é que os demais alunos exercem sua solidariedade, pois estão sempre dispostos a ajudar a colega diferente e assim estão aprendendo a conviver com o diferente.

 

Já os pontos negativos é que a professora precisa dar atenção redobrada a esta aluna, sendo que os outros ficam em certa desvantagem de atenção.

 

Muitas vezes, os colegas sofrem as agressões da colega diferente ou têm que aguardar as cenas de rebeldia passar e com isso perdem a concentração em determinadas atividades.

 

O ideal seria que turmas com alunos com necessidades educativas especiais tivessem dois professores: titular e especializado. Sei que nosso curso nos disponibilzou conhecimento sobre o assunto, com a disciplina de EPNEEs, mas foi nosso primeiro contato com este conhecimento teórico, que muito auxiliou. Alguns de nós já tínhamos contato com esta realidade, na sala de aula. Mas a grande maioria ainda não. Porém, sabemos que cada vez mais as crianças com necessidades educativas especiais estarão fazendo parte do nosso dia a dia docente. Creio que para que haja realmente a inclusão de todos, especiais ou não, deveria ter dois professores, neste caso. É o que me ocorre, até agora.

 

 

Unidade 7

 

Após a leitura dos textos sugeridos, é preciso destacar que a aprendizagem de todos, especiais ou não, só se dá numa construção ativa entre o sujeito e o mundo. Sendo assim, os alunos especiais devem conviver na escola regular, interagindo com todos e com tudo que o que dela faz parte.

A avaliação de Duda acontece através de parecer descritivo semestral. Esta avaliação leva em conta as características individuais dela e sua evolução no desenvolvimento das aprendizagens.

Portanto, a avaliação de Duda é pertinente a ela, sem comparação com os demais alunos.

A contradição é que o projeto político-pedagógico da escola não prevê um currículo especial para os alunos especiais... Tudo fica ao encargo da professora. Mas aos poucos esta situação está mudando, enfim.

 

 

UniU

 

 

 

Comments (7)

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Gi said

at 4:38 pm on Apr 19, 2009

Olá Jandira... Expôs tua experiência com a área, mesmo de forma não muito aprofundada. A inclusão do aluno especial na escola comum é um desafio. Essa é uma proposta ousada porque o grande entrave é justamente enfrentar os desafios e lidar com as diferenças dentro das salas de aula. Por isso precisamos nos preparar, aprender, trabalhar com redes de apoio, discutir como está esse trabalho. É chegada à hora da metamorfose educacional, onde os conflitos e resistências sejam superados e, que se perceba a dimensão de saberes que a diversidade tem a oferecer.
Para refletir:
De que forma sua escola e seu município estão contextualizando as orientações curriculares, a fim de que se promova aos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, as condições necessárias para uma educação de qualidade?
O seu município está promovendo discussões e qualificações, a fim de que se superem tantas outras dificuldades que ainda persistem? E a família, como está envolvida neste processo?
O grande desafio da inclusão está em vencer medos e quebrar paradigmas, para que então se possa caminhar em direção á diferença e a diversidade.
Fico aguardando nesta segunda parte do Dossiê tuas reflexões acerca das Políticas de Inclusão Escolar, resgatando dados sobre os processos inclusivos na realidade da rede de ensino em que atuas,possibilitando que se aproprie ainda mais dos conhecimentos necessários para uma maior fundamentação da sua prática e superação dos problemas identificados. Qualquer dúvida entre em contato. Abraços, Gi


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Gi said

at 2:43 pm on Apr 20, 2009

Olá Jandira... Na perspectiva da Educação inclusiva e pelo teus relatos,pude constatar que a realidade da tua escola não é diferente de tantas outras que conhecemos. São escolas que continuam, na sua grande generalidade, sem recursos materiais e humanos para poderem implementar a inclusão, tal como é defendida!
Para atender ao chamado da educação inclusiva, é necessário que o poder público, escola e a família repensem o real sentido da palavra INCLUSÃO. É necessário que a legislação que envolve a educação inclusiva seja melhor estudada, planejada e estruturada para que se faça uma reflexão mais crítica sobre o que é a inclusão e os aspectos que devem ser contemplados para promovê-la. De modo que a todos que necessitem do apoio desta, tenham acesso. Promovendo-se assim, uma vida com qualidade e cidadania.
Entendo ser necessário para preparação da inclusão, uma reflexão sobre a revisão do currículo de a formação docente. Este entendimento teria inicio preferencialmente, na formação inicial, de base! Centradas na importância de uma educação para a transformação, para a emancipação do sujeito, oportunizando situações que possibilitem a estes futuros professores o entendimento de que o grande desafio da escola inclusiva é buscar respostas educativas que atendam aos interesses e necessidades de todos os alunos, objetivando uma escola de qualidade para todos

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Gi said

at 2:43 pm on Apr 20, 2009

A entrada de alunos com necessidades educativas especiais nas salas de aula do ensino comum demanda uma série de mudanças na escola, como a flexibilização do currículo por intermédio das adaptações e novas práticas que sejam facilitadores da aprendizagem, a revisão de posturas e conceitos. Além disso, faz-se necessário a previsão do atendimento educacional especializado, a fim de atender às necessidades educativas especiais dos alunos, organizados institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns. Também envolve a construção de um espaço onde todos os professores envolvidos com o aluno troquem experiências, dúvidas, conquistas, aprendizagens, onde objetivo é apoiar também o trabalho desenvolvido pelos professores nas salas de aula.
A inclusão implica uma transformação no modo de se conceber a educação como um todo, a fim de que as escolas possam receber todos os alunos, quaisquer que sejam suas especificidades.
O sistema educacional brasileiro celebra uma educação para todos. A palavra de ordem é que a escola acolha todas as crianças, independentemente de suas diferenças. A inclusão passa ser a palavra-chave para alcançar a verdadeira democracia.
Como diz Mantoan (1997): “O princípio democrático de “educação para todos” só se evidencia nos sistemas educacionais em todos os alunos e não apenas um deles” (p.120)


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Gi said

at 6:31 pm on May 15, 2009

Olá Jandira... Teus registros referentes à unidade 3, estão bem detalhados, evidenciando clareza na exposição de idéias, demonstrando o teu envolvimento com a temática abordada na interdisciplina. Conseguiste também traçar um perfil do aluno escolhido para ser teu sujeito neste estudo de caso, atingindo assim, o objetivo proposto nesta unidade. Continues assim, investindo na construção deste dossiê, pois acredito que a diversidade de informações aqui relatadas, contribuirá para as próximas reflexões, a serem elaboradas nas unidades seguintes. Qualquer dúvida entre em contato. Abs, Gi

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Gi said

at 4:22 pm on Jul 6, 2009

Jandira... Tuas complementações acerca da Unidade 5 apresenta dados significativos sobre as relações em sala de aula do aluno em questão, contemplando os
objetivos propostos para esta unidade. Qualquer dúvida entre em contato. Abs, Gi

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Gi said

at 4:25 pm on Jul 6, 2009

Jandira... Acredito que as práticas pedagógicas inclusivas devem basear-se num trabalho multidisciplinar, procurando proporcionar o pleno desenvolvimento das potencialidades sensoriais, afetivas e intelectuais do aluno, mediante um projeto pedagógico que contempla os princípios da escola inclusiva, a fim de que se possa abranger toda a turma de tal forma que nenhum aluno seja discriminado. Nós professores, que somos agentes de mudança, devemos ter em mente, a responsabilidade social e participar decisivamente do esforço de inclusão, visto ser este o caminho definitivo para que deixemos de ser o país de maior riqueza e, ao mesmo tempo, das maiores injustiças sociais. Teus relatos contemplam os objetivos da unidade 6! Abs,Gi
“Atualmente, o pensamento educacional tem apontado para a direção da elaboração de um currículo especial para cada escola, no sentido de que cada uma configura uma realidade específica, determinada pela combinação dos fatores internos e externos que atuam na sua organização e funcionamento. Tal currículo deve ser especial, no sentido de que deve ser elaborado para atender às necessidades únicas de cada escola do sistema de ensino, em função das reais necessidades de seus alunos, e não para atender categorias ou tipos idealizados dos alunos. À medida que essa idéia for, sendo concretizada, é possível que as diferenças entre educação comum e educação especial irão também diminuindo. Em nessa tendência, poder-se-á chegar ao ponto em que o que há de especial na educação especial e, conseqüentemente, no currículo especial se converta em um dos elementos de uma ação sócio-educacional global, que assegure na medida necessária, interesse por cada membro da comunidade, seja qual for sua condição e o tipo de auxílio que necessite (Gentili 2001: 43)”.
Fico aguardando teus relatos referentes à Unidade 7, certo? Abs,Gi

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Gi said

at 11:06 am on Jul 7, 2009

Jandira... Para a construção de uma educação inclusiva, tal como é defendida, é necessário uma ação fundamentada pelo princípio da não segregação, ou seja, a inclusão de todos, quaisquer que sejam suas limitações e possibilidades individuais e sociais. Que não exclua educando algum, principalmente os portadores de deficiência. O sentido especial da educação consiste no amor e no respeito ao outro, na busca para melhor favorecer o crescimento e desenvolvimento do outro. Teus relatos contemplam os objetivos propostos neste eixo!
Para refletir:
“Certamente, um professor que engendra e participa da caminhada do saber "com"seus alunos consegue entender melhor as dificuldades e as possibilidades de cada um e provocar a construção do conhecimento com maior adequação (MANTOAN, 2003, p. 77).”

Um abraço, bom final de semestre e até o próximo! Gi

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